Celulose e Papel

Pronta para o futuro

Multinacional austríaca inaugura nova fábrica para ampliar a capacidade produtiva e atender seus clientes de maneira mais rápida

Dar os primeiros passos e se estabelecer no mercado é um desafio que só é vencido com trabalho, dedicação e planejamento. Transformar a empresa em uma referência internacional e se tornar um dos líderes do seu segmento é motivo de grande orgulho. Esse é o caso da IBS Paper Performance Group, que fabrica acessórios e equipamentos dedicados à produção de celulose e papel que suprem toda a cadeia produtiva de seus clientes,

A IBS é uma multinacional austríaca, com 19 subsidiárias e mais de 750 funcionários em suas fábricas na Europa, América do Sul, América do Norte e Ásia. É uma empresa de gestão familiar, fundada por Heinrich Bartelmuss e que hoje tem como diretor presidente seu filho, Klaus Bartelmuss. Com 55 anos de história, hoje a IBS é considerada como uma das líderes do segmento de revestimentos cerâmicos para as fábricas de papéis de todos os tipos. Conta com uma linha de mais de 80 produtos, como réguas cerâmicas, coberturas cerâmicas e outros produtos, como a iTable, equipamento desenvolvido pela IBS para levar aos seus clientes maior produtividade, economia nos processos produtivos e redução do consumo de insumos para a produção de papel em grande escala.

No Brasil

A IBS está presente no Brasil desde 2007 e nesses 15 anos a empresa conquistou mais de 300 parceiros em todo o país. Com a alta qualidade dos produtos e foco no desenvolvimento de soluções personalizadas, a empresa viu seu faturamento e número de funcionários mais do que dobrar nos últimos 5 anos.

A nova fábrica tem como objetivo atender de maneira mais rápida e efetiva os clientes da empresa. Hubert Gnezda, diretor financeiro global da IBS PPG, explica que essa visão de proximidade com os clientes é uma filosofia da IBS, que agora pode ser trazida também para o mercado sul-americano. “Se nosso cliente tem alguma necessidade, queremos estar próximos e atendê-los de forma rápida e efetiva”, ressalta Hubert.

Vanderlei Santos Silva, diretor técnico e de vendas da IBS no Brasil, explica que o crescimento da empresa, principalmente no Brasil, foi o que abriu as portas para o investimento na nova instalação. “A IBS Brasil é a quinta maior fábrica do grupo e os resultados recentes, tanto para o Brasil, quanto para América do Sul, fizeram do novo espaço uma realidade”, enaltece o diretor técnico e de vendas da IBS no Brasil. Vanderlei ainda revela o planejamento ambicioso da empresa para curto e médio prazo, mas que acompanha o que a IBS já tem feito na última década. “Aspiramos crescer e dobrar nossa produtividade até 2027, aliados principalmente com crescimento da produção de componentes para a produção de papel para embalagens”, vislumbra.

Nova fábrica

A inauguração da fábrica em Nova Odessa (SP), foi um grande evento, que contou com a presença de funcionários, clientes, representantes do setor público e da alta diretoria da empresa, como Klaus Bartelmuss, que fez sua primeira visita ao Brasil à nova sede, justamente para esse evento. A cerimônia aconteceu na sede da empresa, onde os visitantes puderam conhecer as novas instalações da IBS Brasil.

Klaus Bartelmuss, aproveitou sua apresentação para valorizar o crescimento do mercado de papel e celulose no Brasil e reforçar os planos da empresa para o mercado local e países vizinhos. “É nosso primeiro grande passo para nos tornarmos o líder no segmento que atendemos”, salientou Klaus.

O presidente tem uma visão otimista para o mercado de celulose e papel e vê nesse crescimento uma oportunidade para a IBS continuar crescendo. “O papel tem ocupado a cada dia mais o espaço do plástico e para atender essa demanda, máquinas papeleiras precisam ser melhoradas, para isso estamos ampliando nossa capacidade produtiva”, completou Klaus.

O embaixador da Áustria no Brasil, Stefan Scholz, esteve presente e conversou com a reportagem. Para o embaixador, a expansão de empresas austríacas para novos mercados é chave para o fortalecimento da economia do país e do fortalecimento de laços entre os países. “Nossa economia era muito fechada até meados dos anos 1990, mas nesses quase 30 anos de abertura, vimos oportunidades importantes para gerar empregos e movimentar a economia em mercados que tínhamos menos contato”, valorizou Stefan.

O prefeito de Nova Odessa, Cláudio Schooder, conhecido como Leitinho, também esteve presente na inauguração da fábrica, construída em um polo industrial desenvolvido para atrair grandes empresas para a cidade paulistana. “Ficamos muito felizes com a inauguração, pois é uma conquista da cidade de Nova Odessa, pois começou na gestão anterior e nós pudemos concluir essa parceria”, exaltou Cláudio.

O evento também contou com a presença do CEO da IBS, Marc Kaddoura, que destacou a força da economia nacional para que o investimento na fábrica fosse realizado e os planos para o Brasil continuassem crescendo. “O crescimento do setor de celulose e papel, e consequentemente do uso de máquinas de papel no país, apresenta um futuro promissor para o mercado brasileiro”, sublinhou Marc.

O CEO ressaltou que o mercado brasileiro é a chave para o crescimento na América do Sul e que a empresa continuará expandindo seus negócios para os países de língua espanhola no continente. “Vamos adquirir uma fábrica no Chile para atender o mercado local, mas também países como Colômbia, Equador e Argentina, que são focos de potencial crescimento para a IBS”, salientou Marc.

Mark Bartelmuss, diretor de inovação e tecnologia da IBS na Europa, destacou o viés inovador da empresa, que busca sempre oferecer as melhores tecnologias, para que as operações de seus clientes tenham os melhores resultados com a redução contínua de custos. “Estamos desenvolvendo sistemas completamente automáticos para que a produção gere menos trabalho para o operador, baseado em sistemas eletrônicos 100% mapeados“, assegura Mark.

Para o diretor, a fábrica no Brasil traz para a IBS um novo nível de capacidade produtiva, que supera planos da empresa. “Agora a IBS tem a capacidade de trazer muito mais tecnologia para produzir os equipamentos no Brasil e depender menos de materiais importados”, aponta Mark.

Reportagem da REFERÊNCIA CELULOSE & PAPEL, edição 56.

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