Por um futuro verde

BIOENERGIA É ALIADA PARA COMBATERA CRISE CLIMÁTICA

Reduzir a dependência de combustíveis fósseis, atitude essencial para combater a crise climática, e fornecer uma alternativa sustentável de qualidade a essa fonte de energia. Esse é o objetivo da Lixea, empresa britânica de processamento químico que transforma resíduos de madeira em bioquímicos, bioplásticos e biocombustíveis, fundada pelos cientistas Florence Gschwend, Jason Hallett e Agi Brandt.

A ideia surgiu do projeto de doutorado de Brandt no Imperial College London, concluído em 2011. Na ocasião, ela pesquisava sobre o uso de líquidos iônicos, tradicionalmente muito caros, como solventes para processar a biomassa. Brandt desenvolveu o processo lançando mão de um líquido iônico de baixo custo e registrou duas patentes. Como esses líquidos têm baixa pressão de vapor, são seguros para manusear, além de não causarem emissões nocivas.

Usar bioenergia na fabricação de produtos reduz de forma significativa as emissões de dióxido de carbono na atmosfera, mas é preciso tomar muito cuidado para que as alterações no uso da terra não gerem impactos e para que a produção da matéria-prima não concorra com a produção de alimentos. Segundo a Lixea, o material mais adequado é a lignocelulose, que compõe as paredes celulares de plantas lenhosas, como árvores, e é o material vegetal mais abundante do mundo. Além disso, não é utilizado na produção de alimentos e é um resíduo de descarte de várias indústrias.

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