Tecnologia proporciona economia de tempo e recursos

Fábrica de papel aposta em material que aumenta a produtividade e reduz o gasto de energia elétrica

A Papel Tangará, fábrica que atua no segmento tissue em Santa Catarina, apostou em uma novidade. Ela pode ser resumida a uma cobertura cerâmica perfurada, desenhada especialmente para caixas de sucção de feltro: o IBS-pressMaster. O objetivo da Tangará era obter melhor rendimento do condicionamento de feltro, um processo que, até então, tomava tempo e recursos da fábrica.

Originalmente, a empresa trabalhava com uma cobertura formada por réguas e ranhuras transversais. Assim que instalaram a cobertura de design perfurado “pressMaster”, perceberam uma mudança significativa no condicionamento do feltro, garantindo um melhor tempo de permanência do feltro sob ação de vácuo: fabricado em revestimento cerâmico feito de óxido de zircônio, material cerâmico com menor rugosidade. “No design perfurado temos uma área aberta maior, o que permite um controle mais homogêneo do processo e uma drenagem mais suave”, explica o diretor da IBS, Vanderlei Santos Silva. 

O sócio-proprietário da Papel Tangará, Sidney Melotti, surpreendeu-se com o produto; ele afirma que houve um aumento de 20% da vida útil do feltro desde sua instalação. “A função do feltro é retirar a água do papel, por isso ele fica sempre tensionado e, com o tempo, vai se fechando. Além disso, as fibras e outros químicos vão se depositando nos poros do feltro, com o correto condicionamento, ou seja, vácuo aplicado, ele mantém-se por mais tempo aberto, e assim reduz os produtos químicos de limpeza”, explica Sidney.

E por falar em limpeza, se antes a fábrica parava um dia inteiro, em média, para a limpeza da caixa de sucção a cada cinco dias, hoje essa preocupação já não existe mais. “Era muito tempo desperdiçado, porque tínhamos que reduzir a velocidade de máquina, com paradas não previstas, soltar o feltro e ter acesso na parte superior da caixa. E todo esse processo fazia com que a fábrica ficasse em torno de uma hora parada”, lembra o gestor, que reforça que a Tangará produz uma média de 2200 kg/h (quilos/hora) de papel – o processo antigo de limpeza resultava não apenas em tempo desperdiçado, mas também em produtividade perdida.

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