Futuro ecológico

A primeira grande mudança no processo produtivo industrial ocorreu no século XVIII, com a efervescência da Revolução Industrial na Inglaterra – e desde então a indústria procura evoluir a cada dia. O fundamental, porém, é avançar respeitando o meio ambiente e de forma sustentável; e a indústria da celulose pode contribuir significativamente com esses preceitos.

Plástico celulóico

A busca por substitutos sustentáveis ao plástico é uma das questões mais urgentes no meio científico e tecnológico. Algumas das matérias-primas necessárias para a fabricação de muitos tipos de plásticos hoje envolvem recursos fósseis não renováveis, como carvão, gás natural e petróleo.

Movidos por esse objetivo, cientistas do Instituto de Tecnologia de Tóquio, no Japão, desenvolveram e analisaram novo catalisador para a oxidação de HMF (5-hidroximetil furfural), substância fundamental na produção do PEF (furanoato de polietileno bioplástico). O objetivo é gerar novas matérias-primas que substituem as tradicionais não renováveis ​​usadas para fabricar plástico. A descoberta foi publicada no Journal of the American Chemical Society.

O HMF é um composto que pode ser sintetizado a partir da celulose. Sua oxidação produz o Fdca (ácido 2,5-furandicarboxílico), uma matéria-prima atrativa que pode ser usada para criar o furanoato de polietileno, que é um bio-poliéster com muitas aplicações.

No processo de produção do Fdca, as reações de oxidação necessárias requerem a presença de um catalisador, que ajuda nas etapas intermediárias da reação, de modo que o produto final possa ser alcançado corretamente. Muitos dos catalisadores utilizados na oxidação do HMF envolvem metais, o que torna o processo não sustentável, pois esses metais são escassos e não renováveis na natureza.

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