Coordenação vertical do transporte de madeira: análise empírica dos arranjos institucionais existentes na indústria brasileira de celulose

Vertical Integration in Timber Transport: An Empirical Analysis of the Institutional Arrangements in the Brazilian Pulp Industry 

Breno de Arruda Moraes Ribeiro
Departamento de Economia, Administração e Sociologia, Esalq/USP

J
osé Vicente Caixeta Filho
Departamento de Economia, Administração e Sociologia, Esalq/USP 

RESUMO
Este trabalho trata dos elementos que influenciam o processo de escolha dos distintos arranjos institucionais existentes no transporte de madeira entre florestas e fábricas de celulose. Buscou-se, a partir de análises estatísticas, detectar a influência das variáveis descritas pela ECT (Economia dos Custos de Transação) no processo de escolha dos arranjos institucionais. No processo de análise foram discutidas, sob a ótica dos custos de transação, não apenas as questões referentes à integração vertical, mas também aquelas referentes ao tamanho dos agentes envolvidos na transação.

INTRODUÇÃO
As empresas brasileiras produtoras de celulose coordenam o transporte de madeira entre seus reflorestamentos e fábricas de diversas formas. A diferenciação destas formas de coordenação se dá por duas características: a primeira é a proporção da composição da frota no que diz respeito à contratação ou realização do próprio transporte de madeira e a segunda é o tamanho da empresa transportadora a ser contratada.

As companhias do setor percorreram caminhos distintos no que diz respeito à opção entre contratar ou realizar, elas próprias, o transporte principal. Algumas das empresas já iniciaram suas atividades contratando estes serviços de terceiros, sendo parte do transporte mantido sob responsabilidade da própria companhia (integração parcial). Este é, por exemplo, o caso da Klabin, que desde o início das atividades, em 1937, contratava parte dos serviços de transporte.

Outras companhias, no entanto, utilizaram no início de suas atividades o transporte próprio, passando mais tarde à terceirização parcial ou total da frota. Empresas como a Aracruz e a Jari, antes totalmente integradas, passaram a contratar serviços de terceiros a partir de 1995 e 1997, respectivamente. Apesar de realizados em períodos relativamente próximos, o processo de terceirização destas duas empresas foi distinto. A Jari optou pela terceirização parcial, contratando pequenas empresas transportadoras, enquanto a Aracruz decidiu pela terceirização total de sua frota, contratando apenas grandes transportadoras.

Veja mais aqui.