Composto de resíduos da fabricação de papel e celulose na produção de mudas de eucalipto

Fábio H. S. F. de Toledo, Programa de Pós-Graduação em Recursos Florestais/Universidade de São Paulo

Nelson Venturi, Departamento de Ciências Florestais/Universidade Federal de Lavras

Leandro Carlos, Instituto Federal Goiano 

Bruna A. S. Dias, Departamento de Ciências Florestais/Universidade Federal do Piauí 

Regis P Venturin, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais  

Renato L. G. Macedo, Departamento de Ciências Florestais/Universidade Federal de Lavras

RESUMO

Este trabalho foi realizado com o objetivo de testar substratos obtidos a partir da combinação de um composto orgânico oriundo de resíduos do processo de fabricação de celulose, com um substrato base de controle. O estudo foi realizado no viveiro florestal da Universidade Federal de Lavras utilizando-se sementes do híbrido Eucalyptus“urograndis”. Foram testados seis tratamentos com doses crescentes de composto orgânico. O experimento foi implantado em delineamento inteiramente casualizado, com seis tratamentos, cinco repetições e 30 mudas por parcela. A avaliação dos substratos foi mensurada através da análise do crescimento das plantas, ao longo do tempo e de sua qualidade, ao final do processo de produção. Quanto às análises de crescimento e à qualidade das mudas, os tratamentos que continham 60 e 80% de composto orgânico apresentaram as melhores respostas. Concluiu-se que a produção de mudas de Eucalyptus “urograndis” com os substratos testados mostrou-se tecnicamente viável de acordo com as características e os índices analisados.

INTRODUÇÃO

O setor de papel e celulose brasileiro é destaque na área florestal no âmbito mundial como o quarto maior produtor de celulose, o nono maior produtor de papel, além de ser o 13° maior mercado de consumidores per capita de papel, contando com um total de 220 empresas de celulose e papel com atividades em 540 municípios, localizados em 18 estados (Bracelpa, 2013). Estima-se que o setor florestal manteve, em 2013, cerca de 4,4 milhões de empregos divididos em empregos diretos (0,6 milhões), indiretos (1,3 milhões) e resultantes do efeito-renda (2,4 milhões). No mesmo ano a arrecadação de tributos foi de R$ 7,6 bilhões e o valor bruto da produção florestal foi de R$ 56,3 bilhões (Abraf, 2013).

Nos processos de obtenção de seus produtos as indústrias do setor florestal normalmente geram resíduos os quais podem ter diferentes tipos de destino, sendo sua reutilização no ciclo de produção uma das disposições mais econômicas e ecologicamente corretas.

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