Celulose a serviço da moda

Tecidos à base de celulose são apostas de diversas pesquisas conduzidas ao redor do mundo que têm como objetivo encontrar uma matéria-prima mais sustentável para a indústria têxtil. A Suzano, por exemplo, fechou parceria com uma startup da Finlândia para fabricar fibras têxteis que têm o produto como principal componente. Já na Suécia, pesquisadores de uma universidade estão utilizando celulose para produzir tecidos inteligentes, que têm componentes digitais da eletrônica e da computação embutidos na estrutura. Na prática, o material revolucionário poderá ser utilizado em diversas áreas, da indústria de vestuário em geral, que clama cada vez mais por matérias-primas sustentáveis, até a área médica. Confira:

Parceria de sucesso

Em março, a brasileira Suzano, maior produtora global de celulose de eucalipto e líder mundial no mercado de papel, firmou parceria com a startup finlandesa Spinnova para a fabricação de fibras têxteis à base de celulose. A joint venture ficará sediada no país nórdico, onde será construída uma planta na cidade de Jyväskylä, e deve entrar
no mercado em 2022. Cada empresa contribuiu com um investimento de, aproximadamente, US$ 11 milhões. No Brasil, a fibra ainda não está disponível, mas em países da Escandinávia, como Dinamarca e Noruega, além da própria Finlândia, o material já é utilizado em agasalhos e artigos esportivos de diversas marcas. O produto é obtido a partir da desconstrução mecânica da polpa de eucalipto em celulose microfibrilar, conhecida também como MFC.


“Com nossa fibra, conseguimos fornecer inovação em uma área que precisa diminuir seu impacto e, ao mesmo tempo, entregar um maior volume de uma matéria-prima da qual a humanidade precisa. O que aplicamos já foi testado e aprovado para uso em embalagens de papel dedicadas à indústria alimentícia”, afirmou a CEO da Spinnova, Janne Poranem, à revista Globo Rural.

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